Friday, June 02, 2017

As 7 etapas do itinerário da vida cristã

Eu sou o caminho, a verdade e a vida (Jo 14,6).

Eu sou a porta (Jo 10,9).

Entrai pela porta estreita [...] Estreita é a porta e apertado o caminho que conduz à Vida (Mt 7,13s)

Aquele que não toma a sua cruz e me segue não é digno de mim (Mt 10,38).

Vou prosseguindo para ver se o alcanço, pois que também já fui alcançado por Cristo Jesus. [...] esquecendo-me do que fica para trás e avançando para o que está diante, prossigo para o alvo, para o prêmio da vocação do alto, que vem de Deus em Cristo Jesus (Fl 3,12-14).

Mas a senda dos justos brilha como a aurora, e vai aluminando até que se faça o dia (Pr 4,18).

Se ouves os mandamentos de Iahweh teu Deus [...] amando a Iahweh teu Deus, andando em seus caminhos e observando seus mandamentos [...] Iahweh teu Deus te abençoará na terra em que estás entrando a fim de tomares posse dela (Dt 30, 16).

Iahweh conhece o caminho dos justos (Sl 2,6).


Santo Agostinho já havia relacionado as bem-aventuranças, os dons do Espírito Santo e as preces do Pai Nosso. Na Memória de Santa Teresa do ano passado eu formei um quadro sinótico e inseri as 7 moradas do espírito. Acrescento agora a “Direção de São Pedro” (cf. 2Pe 1,5-7), com seus 7 passos [anteriores ao termo, que é a caridade], e os 7 sacramentos da Fé.


7 Moradas do espírito
7 Bem-aventuranças
7 Dons do Espírito Santo
7 Pedidos do Pai Nosso
7 passos da “Direção de S. Pedro”
7 Sacramentos

Autoconhecimento, conhecimento de Deus, apelos do mundo/tentações
Pobreza de espírito (humildade que se reconhece como criatura, infância espiritual)
Temor de Deus (princípio da sabedoria, que torna o coração contrito e humilhado, consciência de nossa condição mortal)
Santificação do nome divino pelo temor casto
Fé que “crê para compreender” (S. Agostinho)

Batismo que é “iluminação” (S. Justino e S. Gregório Nazianzeno), fazendo-nos “filhos da luz” (1Ts 5,5)
Oração constante, visão sobrenatural, começa a adequação à vontade divina
Mansidão (docilidade à Palavra de Deus)
Piedade filial (conformação à vontade de Deus revelada na sua Palavra e acontecimentos)
Que venha o Reino
Virtude, cuja “objetivo é tornar-nos semelhantes a Deus” (S. Gregório de Nissa)
Confirmação, unção “que nos vincula mais perfeitamente à Igreja e nos obriga mais estritamente à fé” (Lumen Gentium 11)
Penitência, evitação dos pecados veniais, recolhimento, obras de caridade, retidão, prova, contentamentos (x gostos), evitação das ocasiões [é proveitosa a obediência a um diretor espiritual experimentado, e prudente não se lançar num apostolado impetuoso]
Aflição/choro (penitência pelos pecados revelados no conhecimento da Palavra)
Ciência
(que manifesta nossa condição de pecadores, conduzindo à penitência, mas protegendo-nos do desespero e consolando-nos)
Que seja feita a vontade divina
Conhecimento da própria situação em face da Palavra e da Vontade de Deus
Penitência, a partir do exame da consciência
(Oração infusa de) “Gosto” (dilatação, confiança, desejo de penitência, aperfeiçoamento na virtude), união da vontade a Deus, oração de recolhimento (estar “absorto”)
Fome e sede de justiça
(esforço e trabalho corajosos; contra a má doçura das paixões, a atração pela doçura de Deus)
Fortaleza
(sustenta o esforço, crucifica o mundo, faz voltar-se para os bens eternos)
O pão cotidiano que sustenta e nutre, que dá “sabor” à vida
Autodomínio, em que a virtude se radica no fundo da alma pela vitória contra as paixões pela união com o Sacrifício Eucarístico de Cristo
Eucaristia, Pão
 Vivo que sacia a “fome” espiritual, que nos fortalece e nos faz “saborear” o Amor de Deus, unindo-nos mais intimamente a Ele
Adormecidos para o mundo e nós mesmos (como que sem sentidos por algum tempo); desejo de penitência, de solidão e de que todos conheçam a Deus; novos sofrimentos, descontentamento com as coisas do mundo (mas: senso do dever); dor pelas ofensas a Deus e as almas perdidas
Misericórdia
(levar adiante o que recebemos de Deus)
Conselho
(o mandamento do amor)
Perdão das dívidas dos nossos devedores, e das nossas por Deus
Perseverança nas obras do amor e da misericórdia, “pela qual nos salvamos” (Lc 21,19; Mt 10, 22)
Ordem, que envia para o anúncio do Evangelho do Amor e o oferecimento do perdão; que une ao sofrimento de Cristo
Sofrimentos (críticas, louvores, juízos dos confessores, temor ao engano, angústia); remédio são as obras de caridade; impulsos delicados e sutis; dor saborosa; arroubos (saída dos sentidos); suspensão (revelações); arrebatamento do espírito (cf. S. Paulo); louvores entusiasmados (cf. S. Francisco); visões intelectuais/união; visões imaginárias; seta de amor (dor e sentimentos espirituais)
Pureza de coração
(que faz ver a luz de Deus e receber a sabedoria)
Inteligência
(conveniente ao que tem o coração puro, e que faz conhecer os mistérios sobrenaturais de Deus)
Não cair nas tentações que tornam dúplice o coração
Piedade, que aqui não significa o dom do ES mas a “virtude da religião”, a pureza e a retidão
Unção dos Enfermos, para curar a dor da seta do Amor divino e das críticas, para terminar de purificar o coração a fim de morrermos para entrarmos na Vida
“Divino
matrimônio”, visão da Trindade, secretas aspirações, centro da alma em paz, guerras/sofrimentos/fadigas nas faculdades; o intelecto se cala; não mais desejo de arroubos ou da morte, mas de servir a Deus
Paz
(submissão a Deus)
Sabedoria
(conveniente à pacificação possível nesta vida; a Sabedoria é o Filho de Deus e a conformação a Ele)
Libertação do mal
Amor fraternal, pelo qual unidos a Cristo e à Trindade os fiéis unem-se entre si e vivem na paz e na liberdade dos filhos
Matrimônio, em que a alma se enlaça a Cristo definitivamente, e por Ele, com Ele e nEle a todos os fiéis


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