Novo Missal Romano
|
Missal Romano Tridentino
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
RITOS INICIAIS
Reunido o povo, o sacerdote e os ministros encaminham-se para o
altar enquanto se executa o CÂNTICO DE ENTRADA.
Ao chegar ao altar, o sacerdote, feita a devida reverência
juntamente com os ministros, beija o altar e, conforme as circunstâncias,
incensa-o. Depois, dirige-se para a sua cadeira, juntamente com os ministros.
Terminado o cântico de entrada, sacerdote e fiéis, todos de pé,
fazem o sinal da cruz, enquanto o sacerdote, voltado para o povo, diz:
Em nome
do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
O povo responde:
Amen.
Depois, o sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo, dizendo:
A graça
de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo
estejam convosco.
O povo responde:
Bendito
seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.
[Esta primeira saudação
corresponde à que na Missa Tradicional é realizada após o Glória e antes da
oração coleta]
O sacerdote, ou o diácono, ou um ministro idóneo, pode fazer aos
fiéis uma brevíssima introdução à Missa do dia.
Segue-se o ACTO PENITENCIAL.
O sacerdote convida os fiéis ao acto penitencial com estas
palavras ou outras semelhantes:
Irmãos:
Para celebrarmos dignamente os santos mistérios, reconheçamos que somos
pecadores.
Guardam-se alguns momentos de silêncio.
Seguidamente, o sacerdote introduz a confissão com estas palavras
ou outras semelhantes:
Confessemos
os nossos pecados.
E dizem todos juntos a confissão:
Confesso
a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos, que pequei muitas vezes por pensamentos
e palavras, actos e omissões,
e, batendo no peito, dizem:
por
minha culpa, minha tão grande culpa.
e continuam:
E peço
à Virgem Maria, aos Anjos e Santos, e a vós, irmãos, que rogueis por mim a
Deus, nosso Senhor.
____________
Ou
Tende
compaixão de nós, Senhor.
O povo responde:
Porque
somos pecadores.
O sacerdote continua:
Manifestai,
Senhor, a vossa misericórdia.
O povo responde:
E
dai-nos a vossa salvação.
[Esta é parte de uma das
orações ao pé do altar do sacerdote, que ele realizava após o Confiteor da assembleia e a indulgência;
agora é uma oração opcional do “ato penitencial” geral)
____________
Ou pode-se ou cantar as seguintes invocações ou outras
semelhantes:
Senhor, que fostes enviado pelo Pai a salvar os
corações atribulados, Senhor, misericórdia.
O povo responde:
Senhor,
misericórdia.
O sacerdote continua:
Cristo,
que viestes chamar os pecadores, Cristo, misericórdia.
O povo responde:
Cristo,
misericórdia.
De novo, o sacerdote diz:
Senhor,
que estais à direita do Pai a interceder por nós, Senhor, misericórdia.
O povo responde:
Senhor,
misericórdia.
____________
Segue-se a absolvição do sacerdote:
Deus
todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza
à vida eterna.
O povo responde:
Amen.
____________
Ou, aos domingos, sobretudo no Tempo Pascal, em vez do acto
penitencial pode fazer-se a BÊNÇÃO DA ÁGUA e a ASPERSÃO.
[A dupla confissão da Missa
Tradicional, do ministro e da assembleia, é resumida em uma, que, por um lado
omite o nome dos santos e acrescenta a confissão pelos pecados de “omissão”,
e, por outro lado, se torna opcional (!) em face das outras duas
possibilidades ou ainda em face do costume atual -não regulamentado- do
“canto penitencial”]
|
PREPARAÇÃO
Orações ao pé do altar
[Estas
orações constituíam uma preparação imediata para o sacerdote ministerial, e
não exatamente uma preparação geral da assembleia; acentuavam o paradoxo de
sua indignidade humana (são orações de caráter penitencial) e de sua peculiar
dignidade sacerdotal: ele se tornava consciente em ato da sublimidade do
sacrifício de Cristo pelos pecados que estava prestes a oferecer através da participação no sacramento da ordem]
De pé, diante dos degraus do altar, o celebrante começa a Missa,
fazendo o sinal da cruz (X):
Salmo 42 (este salmo omite-se nas Missas de Defuntos e do Tempo da
Paixão)
Com grande desejo de se purificar, o Celebrante primeiramente, antes
de se aproximar do altar, e depois os fiéis, acusam-se diante de Deus e dos
Santos dos pecados que cometeram e pedem a Deus misericórdia.
Os assistentes dizem o Confiteor:
O Celebrante pronuncia sobre si mesmo e sobre os fiéis a fórmula da
absolvição:
Inclinam-se todos para a recitação dos versículos seguintes:
[Parte desta última oração
virou oração alternativa opcional do novo “ato penitencial”]
Ao subir ao altar, o Celebrante pede a Deus mais uma vez que o
purifique de todos os pecados:
O celebrante, inclinado, diz a seguinte oração:
Incensação do altar
Nas Missas solenes o Celebrante deita incenso no turíbulo e benze-o ao mesmo tempo com as palavras seguintes : « Bendito sejas por Aquele em honra de Quem vais ser queimado. » Depois incensa o altar. |
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
[O que se segue pertence aos “ritos iniciais”, só separo para
facilitar a comparação sinóptica]
Seguem-se as INVOCAÇÕES Kýrie, eléison, a
não ser que já tenham sido feitas nalgum dos formulários do acto penitencial.
V.
Senhor, tende piedade de nós.
R.
Senhor, tende piedade de nós.
V.
Cristo, tende piedade de nós.
R.
Cristo, tende piedade de nós.
V.
Senhor, tende piedade de nós.
R.
Senhor, tende piedade de nós.
Em seguida, segundo as rubricas, canta-se ou recita-se o HINO:
Glória
a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, Rei
dos céus, Deus Pai todo-poderoso: nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos, nós
Vos adoramos, nós Vos glorificamos, nós Vos damos graças, por vossa imensa
glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus,
Filho de Deus Pai: Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós;
Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica; Vós que estais à
direita do Pai, tende piedade de nós. Só Vós sois o Santo; só Vós, o Senhor;
só Vós, o Altíssimo, Jesus Cristo; com o Espírito Santo, na glória de Deus
Pai. Amen
Terminado o hino, o sacerdote, de mãos juntas, diz:
Oremos.
E todos, juntamente com o sacerdote, oram em silêncio durante
alguns momentos.
Depois, o sacerdote, de braços abertos, diz a ORAÇÃO COLECTA.
Se a oração se dirige ao Pai, a conclusão é da seguinte forma:
Por
Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do
Espírito Santo.
Se se dirige ao Pai, com menção do Filho na parte final:
Ele que
é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Se se dirige ao Filho:
Vós que
sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
No fim o povo aclama:
Amen.
|
PRIMEIRA PARTE: ANTE-MISSA
(Missa dos Catecúmenos)
Intróito
O celebrante vai para o lado da Epístola, e lê o Introito. Canto
solene de entrada, o Intróito como que enuncia o tema geral da Missa ou
solenidade do dia. Às primeiras palavras, todos se benzem, ao mesmo tempo que
o celebrante. [O Intróito pode ser ou
geralmente é cantado pelo coro ou assistentes ao longo das “orações ao pé do
altar”]
Kýrie, Eléison
O Kýrie é uma breve ladainha de procedência grega, uma tríplice
invocação das três Pessoas Divinas. O celebrante, no meio do altar, diz,
alternadamente com os assistentes:
Glória in Excélsis
O Glória in excelsis, que os gregos denominam a grande doxologia, é um
cântico de louvor entretecido de aclamações e súplicas, dirigido à Santíssima
Trindade. Abre com as palavras que os Anjos cantaram no nascimento do
Salvador. – Omite-se nas Missas de Defuntos, em todas do Tempo do Advento, da
Septuagésima e da Quaresma e nas férias sem festa.
O celebrante beija o altar, volta-se ao povo e diz:
Coleta
O celebrante, diante do missal, recita a COLETA. Breve oração que
resume e apresenta a Deus os votos de toda a assembléia, votos estes
sugeridos pelo mistério ou solenidade do dia
Orémus:
O Celebrante saúda a assembléia e depois acrescenta a Deus em resumo
os votos e aspirações que a Santa Igreja nos sugere em razão da festa ou do
mistério que celebramos. – Respondamos todos com um Amém
cheio de confiança. Conclusão:
[OBS.:
na Missa Tradicional as leituras e o Credo não são consideradas como um bloco
ritual (“A Liturgia da Palavra”) à parte da “Ante-Missa”; separo-as adiante
por didática, para facilitar a visão sinóptica dos ritos]
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
LITURGIA DA PALAVRA
Em seguida, o leitor vai ao ambão e lê a PRIMEIRA LEITURA, que
todos escutam sentados. No fim da leitura, o leitor diz:
Palavra
do Senhor.
Todos respondem com a aclamação:
Graças
a Deus.
O salmista ou cantor canta ou recita o SALMO, ao qual o povo
responde com o refrão.
A seguir, se há uma SEGUNDA LEITURA antes do Evangelho, o leitor
lê-a no ambão, como se disse acima.
No fim da leitura, o leitor diz:
Palavra
do Senhor.
Todos respondem com a aclamação:
Graças
a Deus.
[Sempre há um salmo distinto do aleluia ou do canto antes do Evangelho (na Quaresma); os 3 ciclos dominicais e os 2 feriais também são novidades da reforma]
Segue-se o ALELUIA ou outro cântico.
Entretanto, o sacerdote, se se usa o incenso, impõe incenso no
turíbulo.
Em seguida, o diácono que tiver de proclamar o EVANGELHO,
inclinado diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa, dizendo:
A vossa
bênção.
O sacerdote, em voz baixa, diz:
O
Senhor esteja no teu coração e nos teus lábios, para anunciares dignamente o
seu Evangelho: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
O diácono benze-se e responde:
Amen.
Se um presbítero tiver de proclamar o Evangelho numa celebração
presidida pelo Bispo, pedirá a bênção do mesmo modo que o diácono.
Se não houver diácono, o sacerdote, inclinado diante do altar, diz
em silêncio:
Deus
todo-poderoso, purificai o meu coração e os meus lábios, para que eu anuncie
dignamente o vosso santo Evangelho.
A seguir, o diácono ou o sacerdote, dirige-se para o ambão,
acompanhado dos acólitos que podem levar o incenso e os círios, e diz:
O
Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ele
está no meio de nós.
O diácono ou o sacerdote diz:
Evangelho
de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo São N.
e, ao mesmo tempo, faz o sinal da cruz sobre o livro e depois
sobre si mesmo na fronte, na boca e no peito; e o mesmo fazem todos os
demais.
O povo aclama:
Glória
a Vós, Senhor.
A seguir, o diácono ou o sacerdote, quando se usar o incenso,
incensa o livro e proclama o EVANGELHO.
Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote diz:
Palavra
da salvação.
O povo responde com a aclamação:
Glória
a Vós, Senhor.
Em seguida, beija o livro, dizendo em silêncio:
Por
este santo Evangelho, perdoai-nos, Senhor.
Depois, segue-se a HOMILIA que deve ser feita todos os domingos e
festas de preceito, e é recomendada nos outros dias.
Terminada a homilia, guardam-se, conforme as circunstâncias,
alguns momentos de silêncio.
Em seguida, faz-se a PROFISSÃO DE FÉ, segundo as rubricas:
Creio
em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as
coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho
Unigénito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus,
Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado,
consubstancial ao Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas. E por nós,
homens, e para nossa salvação desceu dos Céus.
Todos se inclinam às palavras: E encarnou ... e Se
fez homem.
E
encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e Se fez homem. Também
por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; e subiu aos Céus, onde
está sentado à direita do Pai. De novo há-de vir em sua glória, para julgar
os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo,
Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é
adorado e glorificado: Ele que falou pelos Profetas. Creio na Igreja una,
santa, católica e apostólica. Professo um só baptismo para remissão dos
pecados. E espero a ressurreição dos mortos, e a vida do mundo que há-de vir.
Amen.
Em vez do Símbolo niceno-constantinopolitano, sobretudo no Tempo
da Quaresma e no Tempo da Páscoa, pode dizer-se o chamado Símbolo dos
Apóstolos.
Creio
em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu
único Filho, Nosso Senhor,
Todos se inclinam às palavras: que foi concebido ...
nasceu da Virgem Maria.
que foi
concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; padeceu sob
Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos
mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos Céus; está sentado à direita
de Deus Pai todo-poderoso, de onde há-de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo; na santa Igreja Católica; na comunhão dos Santos; na
remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na vida eterna. Amen.
Segue-se a ORAÇÃO UNIVERSAL ou ORAÇÃO DOS FIÉIS, que se realiza do
seguinte modo:
Início
O sacerdote convida os fiéis à oração com uma breve admonição
inicial.
Intenções
As intenções são propostas por um diácono ou um leitor ou outra
pessoa idónea. O povo exprime a sua participação ou com uma invocação ou
rezando em silêncio. Normalmente a ordem das intenções é a seguinte:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelas autoridades civis e pela salvação do mundo;
c) por aqueles que sofrem dificuldades;
d) pela comunidade local.
Conclusão
O sacerdote termina com uma oração conclusiva.
[Obs.: a reinserção da Oração Universal foi expressamente ordenada pela Sacrosanctum Concilium; na reforma, ficou totalmente delegado à criatividade do sacerdote e da comunidade:
ainda que haja alguns formulários de preces, eles não são obrigatórios]
|
Epístola
No decorrer do ano litúrgico, a Igreja vai-nos lendo os mais belos
passos dos Profetas e os princípios basilares da doutrina dos Apóstolos.
– Nas Missas solenes, a Epístola é cantada pelo Subdiácono. Nas
rezadas responde-se no fim.
Gradual, Aleluia, Tracto
O Gradual compõe-se geralmente de alguns versículos dum salmo que era
outrora cantado por inteiro pelos cantores e pela assembléia. No Tempo
Pascal, o Gradual é substituído por um Aleluia. – Aleluia é, em hebreu, uma
espécie de interjeição de alegria. E de fato a melodia dos nossos Aleluias é
uma explosão de júbilo, único modo que a alma, nesses momentos de
dulcificante altura espiritual, encontra para se dirigir a Deus. Junta-se-lhe
um versículo do salmo. – Durante a Septuagésima e a Quaresma, o Aleluia é
substituído pelo Tracto.
[Não há uma segunda leitura na Missa Tradicional, ou, melhor, a leitura do Antigo Testamento]
O Evangelho do Mestre
Antes de ler ou cantar o Evangelho, o Celebrante diz a oração « Munda
cor meum » e pede a Deus que o abençoe. – Nas Missas solenes é o Diácono que
canta o Evangelho. Recita o « Munda cor » e pede a benção ao Celebrante. Nas
Missas de Defuntos diz-se o « Munda cor », mas omite-se a benção.
A leitura ou o canto do Evangelho, que nos recorda sempre um episódio
da vida ou um ponto de doutrina do Salvador, rodeia-se de certa solenidade. A
assembléia conserva-se de pé, por veneração e respeito para com a palavra de
Deus. Nas Missas solenes organiza-se uma pequena procissão. Incensa-se o
Livro dos Evangelhos e acompanha-se com círios acesos. – Às primeiras
palavras - Sequentia, etc. faz-se o sinal da cruz na testa, na boca e no
peito.
O celebrante beija o sagrado texto, dizendo:
Segue-se a Homilia, ou explicação da Palavra de Deus.
Credo
A história deste Credo, que chamam de Nicéia, é uma brilhante
afirmação de fé contra as heresias que a Igreja teve de defrontar no decorrer
dos séculos. É o símbolo triunfante da nossa fé. Diz-se aos Domingos, nas
festas dos Apóstolos e dos Doutores da Igreja, e em certas festas mais
solenes.
[Obs.: Na Missa Tradicional,
a “oração universal” ou “oração dos fiéis” ficou conservada apenas na
Sexta-Feira da Paixão, sendo reintroduzida na recente reforma]
[Hipótese teológica: o
desenvolvimento litúrgico teria ido na linha de identificar cada vez mais a
prece dos fiéis com a Prece de Cristo na Cruz, de modo a não ver motivos para
distingui-las na Missa; tanto assim, que a celebração da Sexta da Paixão, que conservou a
“oração universal”, não é Missa, não tendo, portanto, “oração eucarística” ou “sacrifício”, havendo, assim, mais sentido em fazer a prece dos fiéis]
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
LITURGIA EUCARÍSTICA
[novo nome do “Sacrifício” da Missa
Tradiconal]
Terminada a Oração Universal, canta-se o CÂNTICO DO OFERTÓRIO.
Entretanto, os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice e
o Missal.
Convém que os fiéis manifestem a sua participação, apresentando o
pão e o vinho para a celebração da Eucaristia, e mesmo outros dons para
ocorrer às necessidades da Igreja e dos pobres.
[O novo ofertório ou
“apresentação dos dons” acentua o elemento da fecundidade da terra e da
laboriosidade humanas, ausente no ofertório tradicional; a Missa se
desenvolveu -como no caso das preces- para a consciência da unidade do
Sacrifício de Cristo e dos fiéis, e o ofertório tradicional antecipa no
sentido de esclarecer o Sacrifício do Cânon: ele diz explicitamente o que
acontece na Missa, tendo em vista a unidade da mesma e do sacrifício
espiritual dos fiéis que se faz unido ao Sacrifício incruento de Cristo, e
tendo em vista também as necessidades catequéticas do católico moderno, que
tem tanto o Protestantismo (negador do Sacrifício da Missa), quanto o
Secularismo (exaltador da bondade da criação e do esforço humano) à espreita]
O sacerdote, junto do altar, toma a patena com o pão e, elevando-a
um pouco acima do altar, diz em silêncio:
Bendito
sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos da vossa bondade,
fruto da terra e do trabalho do homem, que hoje Vos apresentamos e que para
nós se vai tornar Pão da vida.
[Nos dois casos, do pão e
do vinho, a tradução exata do latim original seria “vos oferecemos”, mas
mesmo assim o sentido é diverso do ofertório tradicional]
Em seguida, depõe a patena com o pão sobre o corporal.
Se não houver cântico do ofertório, o sacerdote pode proferir
estas palavras em voz alta. No fim o povo pode aclamar:
Bendito
seja Deus para sempre.
O diácono ou o sacerdote deita vinho e um pouco de água no cálice,
dizendo em silêncio:
Pelo
mistério desta água e deste vinho sejamos participantes da divindade d’Aquele
que assumiu a nossa humanidade.
Em seguida, o sacerdote toma o cálice e, elevando-o um pouco acima
do altar, diz em silêncio:
Bendito
sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos da vossa bondade,
fruto da videira e do trabalho do homem, que hoje Vos apresentamos e que para
nós se vai tornar Vinho da salvação.
Em seguida, depõe o cálice sobre o corporal.
Se não houver cântico do ofertório, o sacerdote pode proferir
estas palavras em voz alta. No fim o povo pode aclamar:
Bendito
seja Deus para sempre.
A seguir, o sacerdote inclina-se e diz em silêncio:
De
coração humilhado e contrito sejamos recebidos por Vós, Senhor. Assim o nosso
sacrifício seja agradável a vossos olhos.
Depois, eventualmente, incensa as oblatas e o altar.
A seguir, o diácono ou o ministro incensa o sacerdote e o povo.
Em seguida, o sacerdote, estando ao lado do altar, lava as mãos,
dizendo em silêncio:
Lavai-me,
Senhor, da minha iniquidade e purificai-me do meu pecado.
Depois, estando ao meio do altar e, voltado para o povo, abrindo e
juntando as mãos, diz:
Orai,
irmãos, para que o meu e vosso sacrifício seja aceite por Deus Pai
todo-poderoso.
O povo responde:
Receba
o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso
bem e de toda a santa Igreja.
Em seguida, de braços abertos, o sacerdote diz a ORAÇÃO SOBRE AS
OBLATAS.
A conclusão da oração sobre as oblatas é como a das colectas.
No fim, o povo aclama:
Amen.
|
SEGUNDA PARTE: SACRIFÍCIO
OFERTÓRIO
Preparação para o Sacrifício
Com o Ofertório, começa a segunda parte da Missa ou Sacrifício
propriamente dito. O celebrante volta-se ao povo com esta saudação:
Orémus:
Segue-se em voz baixa.
O Celebrante lê a Antífona do Ofertório, vestígio de um cântico que se
executava outrora durante a procissão das oferendas. Esta procissão era
constituída por todos os fiéis presentes, que levavam ao Sacerdote pão, vinho
e outros dons, símbolos da oblação que fazia cada um de si mesmo. – Todas as
orações do Ofertório exprimem este sentimento de oblação. Nas Missas
dialogadas a assembléia pode recitar em português estas Antífonas.
[Tanto o pão quanto o vinho
já eram oferecidos tendo em vista o sacrifício de Cristo da Cruz, renovado
incruentamente no Cânon da Missa, não eram nem um ofertório que tivesse valor
por si próprio, nem uma espécie de pré-santificação ou bênção do sacerdote
agindo com seu poder de bendizer ou abençoar, como o atual ofertório]
Ofertório do pão e do vinho
O Celebrante oferece o pão e coloca-o na patena. Coloquemo-nos também
na patena, hóstias pequenas à beira da grande, ofereçamo-nos com ela ao
Senhor. Ofereçamo-nos sim, e não retiremos dela, durante o dia, nehuma
partícula da nossa oblação. Oferecimento do pão:
Ao lado direito do altar, o celebrante deita vinho no cálice, a que
mistura umas gotas de água, dizendo a seguinte oração:
[Esta bela oração já louvava
a Deus pelo criação e a dignidade humana intrínseca, de uma forma muito mais
bela e teologicamente mais exata que
as novas fórmulas]
No meio do altar, o celebrante faz o oferecimento do cálice:
Depois, inclinando-se diz:
Invoca o Espírito Santo e abençoa as oferendas:
O celebrante vai à direita do altar e lava as mãos, dizendo os seguintes
versículos do salmo 25:
Inclinado, ao meio do altar, o celebrante diz a Oração à Santíssima
Trindade:
O Celebrante volta-se
para os fiéis e convida-os a que orem com ele para que Deus Se digne
aceitar-lhes o sacrifício comum :
Secreta
Depois diz a Secreta:
– A Secreta diz-se, como o nome indica, em secreto. No entanto, para
que os fiéis possam corroborar com um amém a toda a ação do Ofertório que
terminou, o Celebrante conclue em voz alta:
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
ORAÇÃO EUCARÍSTICA
[como se chama agora o CÂNON, que foi multiplicado: são 3 oficiais, e
foi facultada às conferências episcopais a elaboração de outras orações
eucarísticas]
Depois, o sacerdote começa a ORAÇÃO EUCARÍSTICA. Abrindo os braços
diz:
O
Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ele
está no meio de nós.
Elevando as mãos, o sacerdote continua:
Corações
ao alto.
O povo responde:
O nosso
coração está em Deus.
De braços abertos, o sacerdote acrescenta:
Dêmos
graças ao Senhor nosso Deus.
O povo responde:
É nosso
dever, é nossa salvação.
O sacerdote continua o PREFÁCIO de braços abertos.
[há uma grande variedade de
novos prefácios; colocarei dois exemplos do missal de Portugal: o Prefácio Pascal
I (“O mistério pascal”) e o Prefácio do Tempo Comum I (“O mistério pascal e o
Povo de Deus”)]
Senhor,
Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa
salvação que sempre Vos louvemos, mas com maior solenidade [nesta noite – dia
– tempo], em que Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. Ele é o Cordeiro de Deus
que tirou o pecado do mundo: morrendo destruiu a morte e ressuscitando
restaurou a vida.
Por isso,
na plenitude da alegria pascal, exultam os homens por toda a terra e com os
Anjos e os Santos proclamam a vossa glória, cantando numa só voz:
____________
Ou
Senhor,
Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa
salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo, nosso Senhor.
Pelo
seu mistério pascal, Ele realizou a obra admirável de nos chamar do pecado e
da morte à glória de geração escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo
resgatado, a fim de que, libertos do poder das trevas para a claridade da
vossa luz, anunciemos por toda a parte as vossas maravilhas.
Por
isso, com os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes, proclamamos a
vossa glória, cantando numa só voz:
____________
No fim junta as mãos e conclui o prefácio, cantando ou recitando
em voz alta com o povo:
Santo,
Santo, Santo, Senhor Deus do Universo. O céu e a terra proclamam a vossa
glória. Hossana nas alturas. Bendito O que vem em nome do Senhor. Hossana nas
alturas.
Em todas as Missas, o sacerdote celebrante pode cantar as partes
da Oração Eucarística que nas Missas concelebradas podem ser cantadas.
Na Oração Eucarística I, ou Cânone Romano, podem omitir-se as
partes que aparecem entre parêntesis.
ORAÇÃO EUCARÍSTICA I
OU CÂNON ROMANO
O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pai de
infinita misericórdia, humildemente Vos suplicamos, por Jesus Cristo, vosso
Filho, nosso Senhor,
Junta as mãos e diz:
que Vos
digneis aceitar
Traça o sinal da cruz, uma só vez, simultaneamente sobre o pão e o
cálice, dizendo:
e
abençoar estes dons, esta oblação pura e santa.
De braços abertos continua:
Nós
Vo-la oferecemos pela vossa Igreja santa e católica: dai-lhe a paz e
congregai-a na unidade, defendei-a e governai-a em toda a terra em comunhão
com o vosso servo o Papa N., o nosso Bispo N. .
Também se podem mencionar os Bispos Coadjutores e Auxiliares.
e todos
os Bispos que são fiéis à verdade e professam a fé católica e apostólica.
COMEMORAÇÃO DOS VIVOS
Lembrai-Vos,
Senhor, dos vossos servos e servas N. e N.
Junta as mãos e ora alguns momentos por aqueles que quer recordar
Depois, de braços abertos, continua:
e de
todos os que estão aqui presentes, cuja fé e dedicação ao vosso serviço bem
conheceis. Por eles nós Vos oferecemos e também eles Vos oferecem este
sacrifício de louvor por si e por todos os seus, pela redenção das suas
almas, para a salvação e segurança que esperam, ó Deus eterno, vivo e
verdadeiro.
Comemoração dos santos
Em
comunhão com toda a Igreja, veneramos a memória da gloriosa sempre Virgem
Maria, Mãe do nosso Deus e Senhor, Jesus Cristo, * e também a de São José,
seu esposo, e a dos bem-aventurados Apóstolos e Mártires: Pedro e Paulo,
André, [Tiago, João, Tomé, Tiago, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Simão e Tadeu;
Lino, Cleto, Clemente, Sixto, Cornélio, Cipriano, Lourenço, Crisógono, João e
Paulo, Cosme e Damião] e de todos os Santos. Por seus méritos e orações,
concedei-nos, em tudo e sempre, auxílio e protecção. [Por Cristo, nosso
Senhor. Amen.]
De braços abertos, continua:
Aceitai
benignamente, Senhor, a oblação que nós, vossos servos, com toda a vossa
família, Vos apresentamos. Dai a paz aos nossos dias, livrai-nos da
condenação eterna e contai-nos entre os vossos eleitos. Junta as mãos. [Por
Cristo, nosso Senhor. Amen.]
Estendendo as mãos sobre as oblatas, diz:
Santificai,
Senhor, esta oblação com o poder da vossa bênção e recebei-a como sacrifício
espiritual perfeito, de modo que se converta para nós no Corpo e Sangue de
vosso amado Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo.
Junta as mãos.
Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor devem pronunciar-se clara e distintamente, como o requer a natureza das mesmas palavras.
Na
véspera da sua paixão,
Toma o pão e, sustentando-o um pouco elevado sobre o altar,
continua:
Ele
tomou o pão em suas santas e adoráveis mãos
Eleva os olhos.
e,
levantando os olhos ao céu, para Vós, Deus, seu Pai todo-poderoso, dando
graças, abençoou-o, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo:
Inclina-se um pouco.
TOMAI,
TODOS, E COMEI:
ISTO
É O MEU CORPO,
QUE
SERÁ ENTREGUE POR VÓS.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a sobre a patena e
genuflecte em adoração. Depois continua:
De
igual modo, no fim da Ceia,
Toma o cálice e, sustentando-o um pouco elevado sobre o altar,
continua:
tomou
este sagrado cálice em suas santas e adoráveis mãos e, dando graças,
abençoou-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo:
Inclina-se um pouco.
TOMAI,
TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA
ALIANÇA,
QUE
SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR
TODOS, PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM. [No original “por muitos” e não “por todos”]
Mostra ao povo o cálice, coloca-o sobre o corporal e genuflecte em
adoração. Em seguida, diz:
Eis o Mistério
da fé!
O povo aclama, dizendo [as 2 alternativas são do Missal
brasileiro]:
Anunciamos,
Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!
Ou Todas
as vezes que comemos deste pão
E
bebemos deste cálice,
anunciamos,
Senhor, a vossa morte,
enquanto
esperamos a vossa vinda!
Ou Salvador
do mundo, salvai-nos, Vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.
[Os novos
destaques parecem dar a entender que as palavras da consagração (a “forma”, na
teologia clássica) começam no “Tomai e comei...”, incluem o “que será entregue
por vós” na consagração do pão, e vão até “Fazei isto em memória de mim”: com
isto acentua-se: a) a comunhão; b) a celebração memorial. Ao ser deslocado o “Mistério
da Fé” para o final da consagração, este deixa de referir-se diretamente à
redenção significada pela consagração do vinho em sangue, e diz respeito agora
a toda a celebração memorial cujo ápice é a consagração].
Depois, o sacerdote, de braços abertos, diz:
Celebrando
agora, Senhor, o memorial da bem-aventurada paixão de Jesus Cristo, vosso
Filho, nosso Senhor, da sua ressurreição de entre os mortos e da sua gloriosa
ascensão aos Céus, nós, vossos servos, com o vosso povo santo, dos próprios
bens que nos destes oferecemos à vossa divina majestade o sacrifício
perfeito, santo e imaculado, o pão santo da vida eterna e o cálice da eterna
salvação.
Olhai
com benevolência e agrado para esta oferenda e dignai-Vos aceitá-la como
aceitastes os dons do justo Abel, vosso servo, o sacrifício de Abraão, nosso
pai na fé, e a oblação pura e santa do sumo sacerdote Melquisedec.
Inclinado e de mãos juntas, continua:
Humildemente
Vos suplicamos, Deus todo-poderoso, que esta nossa oferenda seja apresentada
pelo vosso santo Anjo no altar celeste, diante da vossa divina majestade,
para que todos nós, participando deste altar pela comunhão do santíssimo
Corpo e Sangue do vosso Filho,
Ergue-se e, benzendo-se, continua:
alcancemos
a plenitude das bênçãos e graças do Céu. Junta as mãos. [Por Cristo, nosso
Senhor. Amen.]
COMEMORAÇÃO DOS DEFUNTOS
De braços abertos, diz:
Lembrai-vos,
Senhor, dos vossos servos e servas N. e N., que partiram antes de nós
marcados com o sinal da fé e agora dormem o sono da paz.
Junta as mãos e ora uns momentos pelos defuntos que quer recordar.
Depois, de braços abertos, continua:
Concedei-lhes,
Senhor, a eles e a todos os que descansam em Cristo, o lugar da consolação,
da luz e da paz.
Junta as mãos.
[Por
Cristo, nosso Senhor. Amen.]
Bate com a mão direita no peito dizendo:
E a
nós, pecadores, que esperamos na vossa infinita misericórdia,
De braços abertos, continua:
admiti-nos
também na assembleia dos bem-aventurados Apóstolos e Mártires: João Baptista,
Estêvão, Matias, Barnabé [Inácio, Alexandre, Marcelino, Pedro, Felicidade,
Perpétua, Águeda, Luzia, Inês, Cecília, Anastácia] e de todos os Santos.
Recebei-nos em sua companhia, não pelo valor dos nossos méritos, mas segundo
a grandeza do vosso perdão.
Junta as mãos.
[Por
Cristo, nosso Senhor. Amen.]
E continua:
Por
Cristo, nosso Senhor, criais todos os bens e lhes dais vida, os santificais,
abençoais e distribuís por nós.
Toma o cálice e a patena com a hóstia e, elevando-os, diz:
Por
Cristo, com Cristo, em Cristo, a Vós, Deus Pai todo-poderoso na unidade do
Espírito Santo, toda a honra e toda a glória agora e para sempre.
O povo aclama:
Amen.
RITOS DA COMUNHÃO
Tendo colocado o cálice e
a patena sobre o altar, o sacerdote, de mãos juntas, diz:
Fiéis aos ensinamentos do Salvador, ousamos dizer:
Abre os braços e, juntamente com o povo, continua [Na Missa Tridentina é o padre que reza a oração]:
Pai
nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o
vosso reino; seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu.
O pão
nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós
perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação; mas
livrai-nos do mal.
De braços abertos, o sacerdote diz sozinho:
Livrai-nos
de todo o mal, Senhor, e dai ao mundo a paz em nossos dias, para que,
ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e de toda a
perturbação, enquanto esperamos a vinda gloriosa de Jesus Cristo nosso
Salvador.
Junta as mãos.
O povo conclui a oração, aclamando:
Vosso é
o reino e o poder e a glória para sempre.
Em seguida, o sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Senhor
Jesus Cristo, que dissestes aos vossos Apóstolos: Deixo-vos a paz, dou-vos a
minha paz: não olheis aos nossos pecados mas à fé da vossa Igreja e dai-lhe a
união e a paz, segundo a vossa vontade,
[Esta oração foi deslocada
do fim do Cordeiro para este lugar, na Missa nova]
Junta as mãos.
Vós que
sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
O povo responde:
Amen.
O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e juntando as mãos,
diz:
A paz do
Senhor esteja sempre convosco. O povo responde: O amor de Cristo nos uniu. Em
seguida, conforme as circunstâncias, o diácono ou o sacerdote acrescenta:
Saudai-vos na paz de Cristo.
E todos se saúdam, segundo os costumes locais, em sinal de mútua
paz e caridade. O sacerdote saúda o diácono ou o ministro.
[Este rito da paz foi
introduzido na reforma]
Em seguida, toma a hóstia, parte-a sobre a patena e deita um
fragmento no cálice, dizendo em silêncio:
Esta
união do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vamos receber, nos
sirva para a vida eterna.
Entretanto, canta-se ou
recita-se:
Cordeiro
de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro
de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro
de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
Estas invocações podem repetir-se várias vezes, se a fracção do
pão se prolongar. Contudo, na última vez diz-se: dai-nos a paz.
Em seguida, o sacerdote, de mãos juntas, diz em silêncio:
Senhor
Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, que, por vontade do Pai e com o poder do
Espírito Santo, destes a vida ao mundo pela vossa morte, livrai-me de todos
os meus pecados e de todo o mal, por este vosso santíssimo Corpo e Sangue;
conservai-me sempre fiel aos vossos mandamentos e não permitais que eu me
separe de Vós.
____________
Ou
A
comunhão do vosso Corpo e Sangue, Senhor Jesus Cristo, não seja para meu
julgamento e condenação, mas, pela vossa misericórdia, me sirva de protecção
e remédio para a alma e para o corpo.
[Estas duas orações
alternativas eram rezadas juntas na Missas Tridentina]
O sacerdote genuflecte, toma a hóstia, levanta-a um pouco sobre a
patena e, voltado para o povo, diz em voz alta:
Felizes
os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o
pecado do mundo.
E, juntamente com o povo, acrescenta uma só vez:
Senhor,
eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e
serei salvo.
[Estas duas fórmulas estão
imediatamente antes da comunhão dos fiéis, na Missa Tridentina]
Voltado para o altar, o sacerdote diz em silêncio:
O Corpo
de Cristo me guarde para a vida eterna.
E comunga com reverência o Corpo de Cristo.
Em seguida, toma o cálice e diz em silêncio:
O
Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
E comunga com reverência o Sangue de Cristo.
Depois, toma a patena ou a píxide, aproxima-se dos comungantes e,
elevando um pouco a hóstia, mostra-a a cada um deles dizendo:
O Corpo
de Cristo (Ou Corpus Christi).
O comungante responde:
Amen.
E comunga.
O diácono procede do mesmo modo, se tiver de distribuir a
Comunhão.
Para a Comunhão sob as duas espécies, segue-se o rito descrito em
seu lugar próprio.
Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, começa-se o
CÂNTICO DA COMUNHÃO.
Terminada a distribuição da Comunhão, o sacerdote ou o diácono
purifica a patena sobre o cálice e o próprio cálice.
Durante a purificação, o sacerdote diz em silêncio:
O que
em nossa boca recebemos, Senhor, seja por nós acolhido em coração puro, e
estes dons da vida temporal se tornem remédio de vida eterna.
Então, o sacerdote pode voltar para a sua cadeira. Se convier,
podem-se guardar uns momentos de silêncio sagrado, ou recitar um salmo ou um
cântico de louvor
Em seguida, de pé, junto da sua cadeira ou do altar, o sacerdote
diz:
Oremos.
Em seguida, o sacerdote diz, de braços abertos, a ORAÇÃO DEPOIS DA
COMUNHÃO.
A conclusão da oração depois da comunhão é como a das colectas.
No fim da oração o povo aclama:
Amen.
|
CÂNON
Oblação do Sacrifício
O Cânon constitui a parte central da Missa. Com o Prefácio, começa a
solene oração sacerdotal da Igreja e oblação propriamente dita do Sacrifício.
Curto diálogo introdutório entre o celebrante e a assembléia desperta nas
almas os sentimentos de ação de graças que convêm à celebração dos santos
mistérios.
Prefácio
Prefácio da SS. Trindade
Diz-se nas festas e nas Missas votivas da SS. Trindade ; em todos os
Domingos do ano, menos nas festas que tiverem próprio.
Sanctus
Continuação do Cânon
O celebrante, profundamente inclinado, beija o altar e continua a
grande oração sacerdotal.
Oração por toda a Igreja, em especial pela hierarquia:
Momento dos vivos:
Memória dos Santos:
Estendendo as mãos sobre as oblatas, o celebrante diz:
O celebrante abençoa as oblatas dizendo:
CONSAGRAÇÃO
Chegou o Celebrante ao momento soleníssimo da Missa. Vai renovar, sob
a ordem e com as palavras de Jesus, o Sacrifício da última ceia, sacrifício
que o Senhor instituiu para perpetuar de modo incruento o Sacrifício redentor
do Calvário. Veneremos e adoremos o Corpo e o Sangue do Senhor, que o
Sacerdote nos vai apresentar[1].
Consagração do Cálice:
Fórmula da oblação
O celebrante continua depois as orações do Cânon:
Profundamente inclinado, o celebrante diz:
Momento dos defuntos:
O celebrante bate no peito, dizendo:
DOXOLOGIA FINAL
O celebrante termina em voz alta:
COMUNHÃO
Pater Noster
O Sacrifício já se ofereceu. Deus aceitou-o, deixou-se apaziguar, e
vai-Se-nos dar a Si mesmo em Cristo na Santa Comunhão. O Celebrante
prepara-se e recita a oração dominical, e pede a Deus que nos dê o pão de
cada dia e as disposições de caridade para com Ele e o próximo indispensáveis
para bem comungar. Porque receber a Sagrada Eucaristia é apertar os laços que
nos unem com Jesus e com o Seu corpo místico:
Fração da Hóstia
Jesus « pacifica todas as coisas com o Seu sangue ». – O
Celebrante divide a Hóstia em três partes, e com um pequeno bocado faz por
três vezes o sinal da cruz sobre o cálice, desejando aos fiéis a paz de
Cristo:
Agnus Dei
O celebrante bate três vezes no peito, dizendo (Nas Missas de Defuntos
o misereré nobis é substituído por dona eis réquiem e na última vez
ajunta-se sempitérnam : dai-lhes o descanso
eterno):
Inclinado, recita a oração seguinte, pela paz da Igreja,
[oração deslocada para o novo “rito da paz” antes
do Cordeiro, na missa nova]
Preparação para a Comunhão
Inclinado sobre o altar, o celebrante recita as duas orações
seguintes, como preparação imediata para a Comunhão:
Comunhão do celebrante
O
celebrante genuflecte e pegando depois na sagrada Hóstia, diz:
Em
seguida bate três vezes no peito, dizendo:
Faz
sobre si o sinal da cruz com a sagrada Hóstia, antes de a comungar:
Recolhe-se
por uns instantes, e depois recita os seguintes versículos:
Toma
o preciosíssimo Sangue, fazendo antes sobre si o sinal da cruz, dizendo:
Comunhão dos fiéis
Os
fiéis, ou o acólito por eles, recitam o CONFITEOR:
[Este segundo Confiteor dos
fiéis, imediatamente antes da comunhão, realçava paradoxalmente a distância
infinita do pecador em relação ao Dom da Eucaristia, e a proximidade inefável
de Deus]
Voltando-se
para os fiéis, o celebrante diz:
O
celebrante volta-se para o altar, genuflecte e voltando-se pra os assistentes ergue a Hóstia,
dizendo:
E
em seguida, três vezes:
[estas duas fórmulas estão
depois do Cordeiro na Missa nova ]
Ao
dar a cada fiel a Sagrada Comunhão, diz:
Abluções
O
celebrante purifica primeiro o cálice e depois os dedos, e toma as abluções.
Enquanto isso vai dizendo:
Limpa
o cálice e deixa-o, coberto, no meio do altar.
Antífona da Comunhão
O
celebrante passa para o lado direito do altar, e recita a antífona da
Comunhão.
[Geralmente cantada pelo coro
ou assistentes durante a comunhão dos fiéis]
Pós Comunhão
Orémus:
Conclusão:
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
RITOS DE CONCLUSÃO
Seguem-se, se os houver, breves avisos ao povo. Em seguida faz-se
a despedida. O sacerdote, voltado para o povo, abrindo os braços, diz:
O Senhor esteja convosco. O povo responde: Ele está no meio de nós. O sacerdote abençoa o povo, dizendo:
Abençoe-vos
Deus todo-poderoso, Pai, Filho e X Espírito Santo. O
povo responde: Amen.
Em seguida, o diácono ou o próprio sacerdote, de mãos juntas e
voltado para o povo, diz:
Ide em
paz e o Senhor vos acompanhe.
O povo responde:
Graças a
Deus.
[Na Missa
Tridentina, a despedida ou envio é antes da bênção final]
Em seguida, o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como
no início. Feita a devida reverência com os ministros, retira-se.
|
Final da Missa
O celebrante volta ao meio do altar, beija-o, e, voltando-se para os fiéis
saúda-os:
Voltando-se para o altar, recita a seguinte oração:
Beija o altar, volta-se para a assistência, e dá a bênção, dizendo:
ÚLTIMO EVANGELHO
O celebrante passa para o lado esquerdo do altar e recita, como último
Evangelho, o princípio do Evangelho de S. João:
ORAÇÕES NO FIM DA MISSA
De joelhos diante do altar, o celebrante diz com os fiéis as seguintes
preces prescritas pelo papa Leão XIII e por Pio XI enriquecidas de
indulgências (10 anos). Este último papa mandou que se rezassem pela
conversão da Rússia.
Ave Maria (três vezes)
Salve Rainha
S. Pio X pediu se ajuntasse três vezes a seguinte jaculatória:
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
3.10.19
Quadro sinótico das duas "Formas" do Rito Romano
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário