Tuesday, July 26, 2016

Religião e violência

Este breve trabalho procura comparar o recurso à violência na religião islâmica e aquele realizado pelos cristãos e pelo cristianismo em sua história. Tanto do ponto de vista factual e histórico, como do ponto de vista teológico.


Islã e violência

A violência do Islã inicia-se ainda no período da revelação e da vida do seu profeta, com os assaltos contra as caravanas dos mecanos, em 627 (17 anos depois do início da inspiração de Maomé) e a conquista de Meca (630). Em seguida, dá-se a conquista beligerante da Síria e da Palestina (a partir de 635), do Império Persa (637), do Egito (Alexandria cai em 642) e norte da África (Cartago sucumbiu em 698), e da Península Ibérica (que em 718 estava nas mãos dos invasores islâmicos), num avanço avassalador só interrompido na Batalha de Poitiers (732), em que os muçulmanos foram derrotados por Carlos Martel e os francos católicos.

Ainda que se deva distinguir o terrorismo empregado atualmente (uma covardia ignóbil), a pequena jihad -a grande jihad corresponde ao “combate espiritual” do cristianismo- ou “guerra contra os infiéis” é parte constitutiva da fé muçulmana, enquanto esta busca instaurar a ummah (comunidade dos fiéis) em toda a humanidade:

A história universal é a manifestação incessante de Deus; mesmo as vitórias dos infiéis são expressão da vontade divina. A guerra total e permanente é, portanto, indispensável para converter o mundo inteiro ao monoteísmo. Em todo caso, a guerra é preferível à apostasia e à anarquia (ELIADE, Mircea. História das crenças e das ideias religiosas. Volume III: De Maomé à  Idade das Reformas. Trad. Roberto Cortes de Lacerda. Rio de Janeiro: Zahar, 2011, p. 83).
 [...] um muçulmano deveria praticar o jihad, um termo muitas vezes incorretamente traduzido, que significa ‘esforço’ ou ‘luta’, para convencer os incrédulos dos caminhos do islã. Esse esforço podia ser pacífico, como levar uma vida exemplar ou incumbir-se de ensinar e pregar, mas também coercitivo e violento, se os incrédulos fossem teimosos (FLETCHER, Richard. A Cruz e o Crescente: Cristianismo e islã, de Maomé à reforma. Trad. Andréa Rocha. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004, p. 28). 

Este caráter beligerante não é, portanto, adventício, mas intrínseco ao Islã, independentemente das correntes teológicas, com exceção, quiçá, de acordo com Mircea Eliade, do ismaelismo reformado de Alamût, que preconizava um "puro islã espiritual" (cf. ELIADE, op. cit., p. 120) e do sufismo, corrente mística que desenvolveu a dimensão esotérica do Islã -inicialmente preconizada, ao lado da dimensão da lei (sharî'at), pela corrente xiita-, a qual, no entanto, foi incorporada pelos ulemás (teólogos) à tradição.

Mesmo que seja injusto equacionar simplesmente o Islã à violência, como fez o Imperador bizantino Manuel II Paleólogo, citado por Bento XVI no famoso Discurso na Universidade de Regensburg (12/09/2006), seria ingenuidade excluí-la do horizonte islâmico, como se ela fosse algo "opcional" ou "extrínseco". Nem se pode fechar os olhos à realidade de que o Islã cresceu principalmente através da expansão bélica, e não pelos méritos de sua mensagem estritamente religiosa (com os seus 5 pilares: a prece ou o shalât, a esmola ou o zakât, o jejum no Ramadã ou sawn, a peregrinação ou hajj, e a profissão de fé ou shahâdat).

O Islã, de acordo com sua Escritura, deve ser tolerante com os "povos do Livro", o que significa que os judeus e cristãos (monoteístas) –na prática, também os zoroastristas foram beneficiários-, ao contrário dos idólatras (politeístas), não são obrigados a optar entre a conversão ou a morte, e podem seguir vivendo sua religião, ainda que como cidadãos de segunda classe, sem realizar proselitismo de suas crenças, e pagando um alto imposto; eles não gozam, no mundo islâmico, de um clima de liberdade religiosa (direito que não é reconhecido nos países muçulmanos; a teologia islâmica, aliás, depois do “mutazilismo”, nem reconhece o "livre-arbítrio", muito menos as “liberdades liberais”).

Embora as seitas heréticas cristãs presentes no Império Oriental gozassem, em princípio, de uma situação melhor, no califado, como "protegidos" do que como dissidentes de Constantinopla (os muçulmanos precisavam dos impostos e da perícia dos cristãos e judeus para a administração de suas novas terras), essa situação logo muda de figura, e é ilusória a imagem de um mundo muçulmano "multicultural", mesmo na Península Ibérica (o diálogo efetivo só se deu na filosofia, a partir da recepção da herança clássica, que os cristãos da Síria transmitiram aos muçulmanos­, e que, a partir destes, foi recebida no Ocidente latino):

A convivência era sempre tensa, nunca tranquila. Fosse nos Estados do além-mar, na Sicília ou na Espanha, muçulmanos e cristãos viviam lado a lado, mas não se misturavam. Essas eram sociedades multiculturais apenas no sentido bastante limitado de que povos de diferentes culturas compartilhavam o mesmo território. Elas de modo algum seriam consideradas multiculturais no sentido de integradas, como o termo é entendido hoje. O que, aliás, nunca tentaram ser [...].

Em longo prazo, a mais produtiva área de interação entre cristãos e muçulmanos durante a época das Cruzadas estava na vida intelectual. [...] um grande progresso cultural do início do período abácida foi a aquisição, pela comunidade islâmica de estudiosos, dos conhecimentos científicos e filosóficos do mundo antigo, por meio da tradução para o árabe dessa herança escrita. Nós já pudemos observar brevemente a difusão desse corpus de conhecimento em todo o Dar-al-Islam, e depois o nascimento, nos interesses matemáticos de Gerberto de Aurillac, de uma consciência de que estudiosos do Ocidente tinham muito a aprender com seus vizinhos muçulmanos. Durante os séculos XII e XIII, esse corpus árabe foi traduzido para o latim, a língua do saber na cristandade do Ocidente, e assim tornado disponível para estudiosos. Esse foi um processo cuja importância para a história intelectual do mundo seria difícil exagerar (FLETCHER, op. cit., p. 124).


Cristianismo e violência 

A violência “institucional” atribuída ao cristianismo geralmente se refere: a) à Cruzada; b) à Inquisição; c) à guerra espanhola de conquista contra os impérios asteca e inca durante o processo de colonização da América Latina; d) à conivência da Igreja com a escravidão na América Latina; e) às guerras de religião na França.

O evento “a” deu-se a partir do final do século XI, até o XIII (a 1ª cruzada foi convocada em 1095 e a última/8ª ocorreu em 1270); “b” é uma ocorrência iniciada no século XIII (1231) e que, na Península Ibérica (em que foi atividade eminentemente estatal), durou até o século XIX (1834 na Espanha); “c” é um acontecimento do século XVI (guerra dos espanhóis e povos indígenas dominados pelos astecas e incas, entre 1519-1521, no México, e em 1532, no Peru); “d” iniciou-se em 1518 (na América Espanhola), e terminou em 1888 (no Brasil); “e” deu-se no século XVII (entre 1562 e 1569).

A conquista política das duas grandes nações indígenas da América (sem entrar aqui no mérito da atrocidade dos sacrifícios humanos que estas cometiam) e a escravidão dos negros (iniciada historicamente pelos muçulmanos) foi obra de nações cristãs e de pessoas batizadas, mas não foi um empreendimento eclesial (verdade é que a Igreja, sob o regime do Padroado, submeteu-se às condições estabelecidas pelas coroas espanhola e portuguesa, sem se opor à escravidão dos negros que já eram escravos em terras africanas, ainda que tivesse proibido a escravidão dos indígenas do Novo Mundo).

A falta de acuidade filosófico-teológica de muitos historiadores, e a má-fé de vários filósofos (e até de teólogos!), leva-os a não realizar a necessária distinção entre um "Estado confessional (cristão) pré-moderno", em que a religiosidade é o que vincula efetivamente as pessoas na sociedade e precede a política, os “Estados Modernos cristãos (sic)”, em que o cristianismo, católico ou protestante, tal qual a ortodoxia na União Soviética, tem função praticamente “ideológica” (no mau sentido da palavra), e a “Teocracia” (da Roma pagã ou do Islã, por exemplo), em que o poder religioso e político se confundem.

Sobre a Inquisição, faço uma crítica teológico-histórica dos procedimentos violentos (da tortura e da pena de morte do herege contumaz) aqui: A Inquisição e a relação Igreja-Estado. Os critérios estabelecidos neste texto, ainda que não abordem a solução da tolerância ou da liberdade religiosa no que tange à diversidade consumada das confissões cristãs, evidenciam a insanidade anticristã das “guerras de religião” (cujo episódio mais infame é a “Noite de S. Bartolomeu”, e as quais, a bem da verdade, já são produtos da moderna utilização político-ideológica da religiosidade, que conduziu ao fanatismo fratricida).

A Cruzada, convocada pela Igreja, constitui precisamente o empreendimento cristão que mais se assemelha aos procedimentos beligerantes do Islã. É possível, contudo, estabelecer um paralelismo?

A primeira Cruzada, convocada pelo Papa Urbano II em 1095, foi uma resposta a um apelo de ajuda do Imperador bizantino Aleixo Comneno, pois Constantinopla, após a trágica derrota na Batalha de Manzikert (1071), encontrava-se à mercê dos turcos seljúcidas. Além da motivação político-religiosa de restabelecer a unidade da Igreja e o primado de Roma (após o cisma de 1053), Urbano II intencionava melhorar a condição dos peregrinos cristãos que iam a Jerusalém (condição que, até então, só extraordinariamente tinha sido prejudicada pelos dominadores muçulmanos), e deslocar a beligerância dos nobres ocidentais para fora da Cristandade ocidental; além desses motivos, muitos nobres viram na Cruzada uma oportunidade econômica de adquirirem terras ou feudos que, de outro modo, não obteriam no Ocidente (um bom livro sobre o assunto: RUNCIMAN, Steven. História das Cruzadas. Volume I: A Primeira Cruzada e a Fundação do Reino de Jerusalém. Trad. Cristiana de Assis Serra. Rio de Janeiro: Imago, 2003).

Esta primeira Cruzada, que provavelmente foi a que melhor reteve o espírito cristão de cavalaria, contava com homens verdadeiramente nobres, como o Conde Raimundo de Toulouse, e outros nem tão valorosos assim, além de muitíssimos aventureiros sem virtude alguma, que partiram meramente em busca de riqueza. Ocorreram as várias atrocidades típicas das guerras, como saques, massacres, destruições, etc. Mas, em essência, foi uma guerra contra exércitos que ocupavam localidades originariamente cristãs, e que mantinham populações de cristãos sob domínio. 

Um resumo sobre a história da Cruzada (cujo pior capítulo foi o ímpio assalto a Constantinopla, em 1204) pode ser visto em: DANIEL-ROPS. A Igreja das Catedrais e das Cruzadas. S. Paulo: Quadrante, 1993, pp. 480-535.


Juízo comparativo

Nem do ponto de vista histórico, nem do ponto de vista teológico, a "violência" cristã pode ser equiparada à islâmica. Nem a Cruzada pode ser considerada um procedimento comparável à expansão beligerante do Islã, que invadiu nações cristãs que viviam legitimamente (é verdade que os islâmicos não teriam obtido sucesso sem as desavenças entre as seitas cristãs e o poder central de Bizâncio, ou aquelas que havia entre os visigodos da Espanha e os bizantinos). 

Por um lado, do ponto de vista político, não é o mesmo invadir uma nação livre para dominá-la, e invadir localidades cujo domínio político-religioso é exercido contra grande parte da população; por outro lado, do ponto de vista teológico, não é o mesmo guerrear para converter pela força ou restringir a vida religiosa do “Povo do Livro”, e guerrear para restabelecer a situação político-religiosa originária de uma população.

É justo indicar que os cavaleiros cristãos reconheceram o valor guerreiro e a nobreza dos turcos, e que entre os muçulmanos destaca-se, por exemplo, a figura honrada, surgida após a primeira cruzada, de um Saladino (que provavelmente deploraria os terroristas atuais, e que Dante, na sua Divina Comédia, colocaria no limbo: cf. "Inf.", IV, 129).

A ausência de fé não é um empecilho absoluto para reconhecer as distinções necessárias, mas, quase sempre, o que ocorre é que autores não cristãos ou anticristãos (liberais ou socialistas) simpatizam com extrema facilidade (mais pela psicologia anti-eclesial ou anti-ocidental -que associa o cristianismo ao “capitalismo global”- do que por razões objetivas) com a cultura e a “tolerância” do Islã, elidindo completamente seu intrínseco caráter beligerante, e criticam as violências acidentais (ainda que, no caso da Inquisição, duradouras) no percurso da história cristã, como se fossem a “essência” do cristianismo.

Assim, por exemplo, um autor como o Slavoj Zizek -que não é algum ignorante- afirma que

um exame perfunctório da história comparada do Islã e do cristianismo nos informa que o “histórico dos direitos humanos” (para usar um termo anacrônico) do Islã é muito melhor do que o do cristianismo: em séculos passados, o Islã sempre e foi significativamente mais tolerante com as outras religiões do que o cristianismo (ZIZEK, Slavoj. Bem-vindo ao deserto do Real: Cinco ensaios sobre o 11 de Setembro e datas relacionadas. S. Paulo: Boitempo Editorial, 2003, p. 57).

Como Zizek afirma, esta é uma verdade perfunctória, isto é, “superficial”, que não atenta para a verdade teológica do Islã; mas é uma verdade “interessante” para o próprio discurso de esquerda do autor, que se compraz na “violência instauradora” da revolução socialista e, portanto, não teria “moral” para criticar o análogo islâmico.

Os críticos da “violência cristã” esquecem-se de que sua crítica só se faz em nome dos próprios valores cristãos (mesmo quando secularizados pela ideologia iluminista) contra a incoerência de práticas dos eclesiásticos ou dos fiéis cristãos (não existe nenhum valor laico ou secular “acima” do ideal do amor cristão, que manda amar inclusive o inimigo; sustentar o contrário é balela, afirmação vazia desprovida de qualquer referência real, que idealiza romanticamente a Modernidade "ilustrada", cujas revoluções, guerras e regimes totalitários -todas consequências da "Razão" moderna- são absoluta e proporcionalmente mais violentos que os horrores atribuídos aos cristãos e às igrejas).

A autocrítica em relação à própria violência e a defesa do “outro” sempre estiveram presentes no cristianismo; basta lembrar a discussão do “Direito das Gentes”, iniciada na Universidad de Salamanca por Frei Francisco de Vitória (a qual foi promovida pela Rainha Isabel), na ocasião do encontro da civilização espanhola com os povos ameríndios (inclusive, às vezes, a autocrítica parece ter exagerado contra a Igreja, segundo muitos críticos do Frei Bartolomeu de Las Casas). Neste sentido, cito um parecer do já citado historiador da Igreja Daniel-Rops, no balanço que ele fez da Cruzada:

Tudo isso redundou apenas em bem da Cristandade? Ao descobrir outra civilização, outra religião e outra moral, a sociedade feudal e cristã não sofreu a ação de terríveis forças de desarticulação? Foi só depois das Cruzadas que apareceram os primeiros sintomas da grande crise de infidelidade. A Cruzada contribuiu também de outras formas para preparar o mundo moderno, a Europa do Renascimento e da Reforma. A grande manipulação de dinheiro, o gosto pelo luxo adquirido no Oriente, o desenvolvimento comercial dos portos italianos modificariam profundamente o ritmo da sociedade. Estabeleceram-se novas correntes econômicas, deixando Bizâncio arruinada e a Rússia de Kiev a braços com os mongóis, para seguirem os itinerários Gênova-Marselha-Lyon ou Veneza-Suíça-Champagne, em direção a Bruges e depois a Londres. Socialmente, as Cruzadas contribuíram para o fim da nobreza; os cruzados endividaram-se para financiar a sua partida e muitas vezes tiveram de vender terras aos seus vassalos e a alforria aos servos. Por vezes, os mesmos resultados foram obtidos de um modo mais tocante, como no caso de um nobre dos arredores de Sens, o senhor de Saint-Phalle, que, feito prisioneiro com São Luís, foi resgatado por cotização espontânea dos servos das suas glebas, aos quais deu a liberdade quando regressou. Por fim, os reis aproveitaram-se da ausência dos grandes para ampliarem a sua autoridade. O mundo moderno, portanto, saiu em certa medida do empreendimento mais tipicamente medieval... (DANIEL-ROPS, op. cit., pp. 534-535).

A ignorância ocidental, laicista, da revelação e da teologia fundamental muçulmanas, leva seus intelectuais a crerem na possibilidade de uma “integração” do Islã no “mundo globalizado”. O que o laicista não percebe (ou não quer perceber) é que o islâmico efetivamente crê naquilo que diz crer, e que não está nem aí para as concepções secularistas do Ocidente; da mesma forma que todo cristão crê firmemente que Cristo é a Verdade Absoluta ou, entre outras coisas, que a Verdade não pode ser imposta pela força e que o diálogo inter-religioso não tem um sentido relativista e que só pode ser realizado sobre a base das crenças reais das religiões (cujos conteúdos não são todos verdadeiros ou nobres) e não a partir de uma “espiritualidade humana” genérica, imaginária.

Não é possível esperar alguma “conversão” do Islã e de sua teologia às ideias ocidentais de tolerância ou laicidade (evidentemente que a prudência política convidou os islâmicos, ao longo da história, a viverem períodos de “trégua”), mas deve-se exigir das pessoas muçulmanas concretas que chegam ao Ocidente como imigrantes que vivam de acordo com as possibilidades de sua religião que concordam com a Lei Natural (ou o que dela restou no Ocidente) e que expressam validamente a dimensão religiosa inerente ao ser humano.

* * *

Se o Ocidente quer a paz, não deveria esquecer-se de que "Cristo é nossa paz" (Ef 2,14), e que, fora d'Ele, o homem não pode apaziguar nem seus conflitos interiores, nem encontrar a fortaleza para viver em paz com os semelhantes e defender a própria sociedade e seus valores autênticos. A tão propalada "civilização ocidental judaico-cristã" é, hoje, apenas uma sombra do que poderia ser, se soubesse conjugar a herança filosófico-moral-religiosa clássico-medieval e os aspectos positivos desenvolvidos posteriormente no mundo moderno (o procedimento democrático, a economia livre, a ciência empírica com suas tecnologias e a portentosa arte que surgiu com o Renascimento). Tais aspectos, desenraizados de um marco realista e cristão, e inseridos no contexto de uma "Razão" imanentista -que, no fundo é tão voluntarista quando a teologia islâmica-, não constituem um ideal capaz de suscitar esperança e coragem.

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